Convivemos com o modelo social de hierarquias de classes, no qual um grande grupo de excluídos, sustentam as mordomias de poucos privilegiados que situam-se na camada mais alta da sociedade, no mundo do acesso podemos chamar de mundo da cibercultura. Com o advento da internet e a necessidade de sua expansão, principalmente para servi de ferramenta para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem, foram criadas políticas públicas de implantação de telecentros, infocentros, programas de introdução de computadores nas escolas, visando expandir o acesso de pessoas a internet, porém, percebe-se que, no Brasil, as pessoas que tem maior acesso a internet são as pessoas que dispõem de uma alta condição financeira.
O que são as Redes sociais?
Entende-se por rede, a soma das estruturas físicas (equipamentos) e lógicas (programas, protocolos) que permitem que dois ou mais computadores possam compartilhar informações entre si. Esse compartilhar de informações só pode ocorrer quando um computador estiver conectado a uma rede de computadores. É por meio dessa interligação que o computador tem acesso às informações que a ele chegam e às informações presentes nos outros computadores ligados a ele na mesma rede, o que permite um número muito maior de informações possíveis para acesso através daquele computador.
A sociedade em rede é uma estrutura social formada por um conjunto de redes integradas pelas tecnologias de informação, que vem se expandindo pelo planeta em função das relações estabelecidas pela apropriação da internet.
Rede significa entrelaçamentos, ou seja, um princípio de organização de sistemas, o qual envolve as redes tecnológicas, as redes sociais, gerando conhecimentos que podem contribuir para uma maior integração de ações e conhecimentos, dentro de um universo interdependente.
MARA ROSAS
Redes sociais e virtuais
Os ambientes virtuais podem ser entendidos como ambientes auxiliam a aprendizagem através da colaboração e que são capazes de gerar informação e mantê-la atualizada. Esses ambientes podem ser classificados em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC´s) e Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA´s). Assim, os blogs, as salas de bate-papo, as listas de discussão, os fóruns, etc – são ferramentas disponibilizadas nas redes virtuais. Nos grupos colaborativos todos os componentes compartilham as tomadas de decisões e são responsáveis pela qualidade dos artigos ou textos produzidos em conjunto e disponibilizados na rede.
MARA ROSAS
Controle da rede e distribuição da informação
Podemos considerar que uma das marcas da contemporaneidade é a economia de rede que lida essencialmente com informação que é um bem intangível. Isso significa que, o fato de uma pessoa consumi-lo não priva os outros de também consumir, ou seja, não há escassez natural, portanto, o mecanismo de preços não é suficiente para governar o mercado.
Assim, sob a lógica da apropriação capitalista, para gerar valor de troca para a informação, é preciso criar escassez artificial. O que significa que para garantir lucros torna-se fundamental criar mecanismos de desenvolvimento e controle da rede de distribuição da informação. A dependência da escassez artificial faz com que haja uma constante briga dos que querem lucrar nesse mercado: para transformar a informação, em mercadoria, ou seja, aprisionando o conhecimento e tornando-o condição para sua exploração econômica. Portanto, é essencial entender o modo como se organiza a apropriação capitalista da informação e do conhecimento, identificando o papel da tecnologia como componente político fundamental, longe de uma suposta neutralidade
MARA ROSAS
Internet – acesso de todos ou para todos?
A internet representa a evolução na sociedade da informação, pois, ela criou uma nova maneira de elaborar conhecimento, encurtando os espaços entre a informação e seus usuários e ao mesmo tempo, disponibilizando a mesma informação a várias pessoas ao mesmo tempo. A sociedade da informação é efêmera, tudo está em constante movimento de mudanças, os usuários das AVA’s, por exemplo, compreendem que as tecnologias de bases digitais viabilizam novas formas de se comunicar, de produzir e de interagir.
Fala-se muito da democratização de acesso as tecnologias da informação, porém, este precisa ser de qualidade, com computadores em rede, com participação permanente da população, não apenas a condição de acesso ou de manuseio dos computadores, mas, que a população possa informa-se, aprender a partir da interação com outras comunidades e articular redes de produção de cultura e de conhecimento.
MARA ROSAS
Como usar a internet?
A internet possibilita ao usuário atuar como espectador, autor e colaborador nos processos que estão inseridos. No blog, por exemplo, o usuário pode construir o blog (autor), depois cadastrar-se em comunidades e seguidores, postando comentários (colaborador) e por fim, pode também, navegar pelos blogs ou por comunidades virtuais e não fazer comentários e nem comunicar-se com ninguém, navegar apenas para olhar fotos, informa-se sobre os assuntos atuais – novelas, fofocas de famosos, moda, culinária, esportes etc.
MARA ROSAS
Internet – acesso para uma camada elitista
Apesar de pesquisas apontarem que a maioria da população brasileira tem acesso a internet em seus domicílios, em contrapartida, indicam também que essas pessoas que tem esse acesso em seus domicílios, 20% delas moram em áreas urbanas e mais de 83% delas com renda acima de dez salários mínimos. Enquanto que aqueles que possuem renda de até um salário mínimo, o acesso à internet chega a ser quase inexistente, cerca de 1%. Na cidade onde moro, por exemplo, temos uma única empresa que disponibiliza internet para o município inteiro, paga-se mensalmente o valor de 50,00 reais mensal para manutenção, sendo que a internet é muita lenta, as pessoas ficam vários dias sem acesso e os responsáveis pela empresa alegam, o congestionamento da rede, como se essa justificativa fosse problema dos consumidores. Infelizmente, isso acontece devido à falta de concorrência, por isso eles não melhoram o atendimento aos consumidores.
MARA ROSAS
